terça-feira, 4 de novembro de 2008

Só a procrastinação e o hedonismo são reais

Sou procrastinador e hedonista. E quem não é (de verdade)? Não estaria mentindo se dissesse que deixo as coisas para a última hora. Não o faço só por preguiça, mas o faço pois penso que fazemos as coisas com mais empenho e concentração quando não temos mais tempo e somos de certa forma obrigados.

Em época de vestibulares e provas finais, me vejo no fundo da Fossa das Marianas, onde a pressão é de +1 milhão de ATMs. Simplesmente tenho tempo de fazer tudo, mas não tenho tempo de fazer nada direito.

O meu ponto é: para que vou me matar por algo que na realidade não quero tanto? Estaria querendo me matar por nada, então.

De nada me servem os esforços homéricos e sobrehumanos que vejo alguns robozinhos do Objetivo fazendo. De nada me servem as esperanças e filosofias de boteco que são plantadas nas cabeças dos pseudo bixos e bixetes. Bitolados das Federais? Desprezo-os todos.

Só consigo ver a forma mais racional e política da coisa. Não quero fazer parte da maioria alienada que quer passar em uma universidade pública só pelo (acéfalo) orgulho de pertencer e de ter lutado para passar numa prova de um lugar onde reina a hipocrisia. Fato é que a maior parte da população brasileira não pode pagar uma faculdade, tampouco pode pagar por ensino de qualidade (ensino fundamental e médio públicos? Piadas!). Como todos vão passar, então? Fazendo desse um caso de paradoxo elitista e nojento.

Onde quero chegar é: no meu mundinho, não vale a pena perder seu tempo estudando para passar em algo hipócrita e sim se esforçando "pelas beiradas", do jeito que dá e que sua cabeça lhe permite.

Vá até onde lhe é permitido (de qualquer sentido possível) e viva a realidade que você quer viver.