Lembranças são navalhas e o ódio é a mão sangrenta que as empurra contra a minha carne.
Não pense que tenho ódio da sua pessoa, de forma alguma. Tenho ódio das suas atitudes que me levaram ao fundo do poço e que me levantaram mais alto que essas nuvens nas quais você vive. Tenho ódio do silêncio mórbido no qual você permaneneu e dos problemas ocultos nessa sua massa cinzenta mal-desenvolvida.
Você mesma não sabia que sua própria cabeça era uma bomba-relógio prestes a explodir e me levar junto? Pois eu sabia.
Tanta ocilação só me levava a crer que uma hora eu iria me foder. De fato, me fodi. O quê me dá ódio é que tudo aquilo foi de caso pensado. Ninguém nem mesmo você faz uma coisa daquelas sem antes pensar 2, 3, 4 vezes. Ou me enganei redondamente com seu caráter ou você é louca mesmo.
Mudanças de rumo me dão arrepios, transições ideológicas me causam náuseas. O que me causa raiva é o seu rodopio.
Parem tudo que eu quero descer!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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